quinta-feira, 26 de novembro de 2009
Dia bom demais
Saímos cedo para o segundo dia cheio na metrópole parisiense. Agora, metrô, a vasta rede de metrôs que se equipara, senão bate, a de Londres. Dentro do metrô, a primeira boa coisa do dia: entrou um desses artistas de rua, um sanfoneiro, e começou a tocar. Tocou várias músicas lindíssimas, dessas que fazem a gente se sentir na Europa, inclusive a que eu tanto gosto, “La vie em rose”. Mereceu o eurinho de gorjeta, em especial depois de “somewhere over the rainbow”, música tocada no casório em nosso vídeo de apresentação na festa.
A primeira visita foi pra chocar: Torre Eiffel, a obra ferrosa de messiê Gustav, em fins do século dezenove. Muito vento e frio, nada que pudesse tirar o ânimo. Depois de driblarmos efusivamente os muitos africanos que tentam te empurrar a todo custo uma réplica da torre, chegamos ao local onde se compra o ingresso para subir. O mau tempo determinou que o último piso não estivesse acessível, e só pudemos ir até o segundo. Mesmo assim, a vista impressiona demais. Dá pra ver Paris inteira, em especial os pontos mais importantes e bonitos, como o Louvre, o arco do triunfo, a champs eliseés. Carcamo a coisa nas fotos, que ficaram muito legais, e fizemos uns filminhos também. Descemos, mais fotos, dessa vez com o visual da torre por completo. Encontramos um monte de brasileiros – aqui em Paris é praga, e TODOS, absolutamente TODOS faziam contato comigo por causa da roupa do Bugrão – e perdemos dois euros com um golpista.
Ah, ficaram curiosos com essa última frase, né? Pois eu conto: to eu tirando foto de Juzinha e passa um cara ao lado. Ele agacha e pega algo no chão. Finge surpresa. Mostra pra mim, é uma aliança. Pergunta se é minha, eu digo que não. O cara está bem arrumado, parece um sujeito comum. Dá em minha mão, a aliança é pesada e dourada, com a inscrição “18k” dentro. Ele diz: “que dia de grande sorte pra mim!”. Depois, porém, me dá a aliança e fala: “tome, dê pra sua esposa”. Eu agradeço, claro, ele beija a mão da Jussara (nossa, Juzinha amou isso) e se vai. Mas no que está indo...
Bom, no que está indo ele volta. Volta e pede um trocado pra comer algo, porque está com fome. Aí eu percebi o golpe, mas já tinha caído. Dei dois euros. Ele pediu mais, e eu disse que não tinha. Pediu cinco, falou que a aliança valia muito mais. Eu ameacei devolver, ele quis. Pedi meus dois euros de volta, ele negou. Lógico que eu também neguei a aliança. Nesse bate boca, ameacei, virei as costas e saí. Ele, vendo que desse mato não saía coelho, e obviamente preocupado que eu tumultuasse, vazou. No fim, acho que foi uma compra justa, ahahahahaha. Desnecessário dizer que o vi repetir o golpe duas vezes nos dez minutos seguintes, poucos metros adiante.
Andamos em direção ao prédio das Nações Unidas, comemos um belo crepe de Nutella, mais algumas fotos e tomamos o metrô para Notre Dame. Outra visita que vale a pena, seja você católico ou não. A Igreja é enorme, muito bonita, e há toda a aura do corcunda em volta. Uma hora de passeio, uma oraçãozinha pelo bem do casal, uma inscrição no livro de visitas e partimos. Parada para compras, e lá se vão noventa euros em bugiganga. O que encarece uma viagem para a Europa é a quinquilharia. Eu ainda vou divulgar o percentual de cada despesa dentro do total (estou fazendo um controle interessante, vocês ainda verão).
Hora de Subway, lanchão servido no mesmo Subway em que eu comi quando vim com meu irmão e os meninos. Juzinha tava faminta, rangou o mesmo tanto que eu e queria mais. Depois, voltamos ao hotel para providências preparatórias da partida no dia seguinte. Já no quarto, enquanto Juzinha tomava banho, eu fui ao Carrefour e preparei aquela refeição, com Champagne Mumm, caviar, queijos, maçãs, presunto Parma e coisas que no Brasil custam o olho da cara, mas aqui são absolutamente comuns e normais. A gente merece.
Amanhã, mais um pouquinho de Paris e perna para Bordeaux, a última etapa de visitas da Lua de Mel. Segue!
A primeira visita foi pra chocar: Torre Eiffel, a obra ferrosa de messiê Gustav, em fins do século dezenove. Muito vento e frio, nada que pudesse tirar o ânimo. Depois de driblarmos efusivamente os muitos africanos que tentam te empurrar a todo custo uma réplica da torre, chegamos ao local onde se compra o ingresso para subir. O mau tempo determinou que o último piso não estivesse acessível, e só pudemos ir até o segundo. Mesmo assim, a vista impressiona demais. Dá pra ver Paris inteira, em especial os pontos mais importantes e bonitos, como o Louvre, o arco do triunfo, a champs eliseés. Carcamo a coisa nas fotos, que ficaram muito legais, e fizemos uns filminhos também. Descemos, mais fotos, dessa vez com o visual da torre por completo. Encontramos um monte de brasileiros – aqui em Paris é praga, e TODOS, absolutamente TODOS faziam contato comigo por causa da roupa do Bugrão – e perdemos dois euros com um golpista.
Ah, ficaram curiosos com essa última frase, né? Pois eu conto: to eu tirando foto de Juzinha e passa um cara ao lado. Ele agacha e pega algo no chão. Finge surpresa. Mostra pra mim, é uma aliança. Pergunta se é minha, eu digo que não. O cara está bem arrumado, parece um sujeito comum. Dá em minha mão, a aliança é pesada e dourada, com a inscrição “18k” dentro. Ele diz: “que dia de grande sorte pra mim!”. Depois, porém, me dá a aliança e fala: “tome, dê pra sua esposa”. Eu agradeço, claro, ele beija a mão da Jussara (nossa, Juzinha amou isso) e se vai. Mas no que está indo...
Bom, no que está indo ele volta. Volta e pede um trocado pra comer algo, porque está com fome. Aí eu percebi o golpe, mas já tinha caído. Dei dois euros. Ele pediu mais, e eu disse que não tinha. Pediu cinco, falou que a aliança valia muito mais. Eu ameacei devolver, ele quis. Pedi meus dois euros de volta, ele negou. Lógico que eu também neguei a aliança. Nesse bate boca, ameacei, virei as costas e saí. Ele, vendo que desse mato não saía coelho, e obviamente preocupado que eu tumultuasse, vazou. No fim, acho que foi uma compra justa, ahahahahaha. Desnecessário dizer que o vi repetir o golpe duas vezes nos dez minutos seguintes, poucos metros adiante.
Andamos em direção ao prédio das Nações Unidas, comemos um belo crepe de Nutella, mais algumas fotos e tomamos o metrô para Notre Dame. Outra visita que vale a pena, seja você católico ou não. A Igreja é enorme, muito bonita, e há toda a aura do corcunda em volta. Uma hora de passeio, uma oraçãozinha pelo bem do casal, uma inscrição no livro de visitas e partimos. Parada para compras, e lá se vão noventa euros em bugiganga. O que encarece uma viagem para a Europa é a quinquilharia. Eu ainda vou divulgar o percentual de cada despesa dentro do total (estou fazendo um controle interessante, vocês ainda verão).
Hora de Subway, lanchão servido no mesmo Subway em que eu comi quando vim com meu irmão e os meninos. Juzinha tava faminta, rangou o mesmo tanto que eu e queria mais. Depois, voltamos ao hotel para providências preparatórias da partida no dia seguinte. Já no quarto, enquanto Juzinha tomava banho, eu fui ao Carrefour e preparei aquela refeição, com Champagne Mumm, caviar, queijos, maçãs, presunto Parma e coisas que no Brasil custam o olho da cara, mas aqui são absolutamente comuns e normais. A gente merece.
Amanhã, mais um pouquinho de Paris e perna para Bordeaux, a última etapa de visitas da Lua de Mel. Segue!
Fotos do dia 22 de novembro de 2009
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