quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Conexão Paris

Terminada a passagem Londres, chegou a vez de Paris, a cidade luz (só luz, porque luz e prazer é Salvador, diz aí Waguinho...). Deixamos o hotel The Fox and Goose com dor no coração (jamais teremos outro hotel com um nome tão fuderoso) e partimos em direção a Dover, para a Balsa programado pras duas e meia. Eu tava preocupado, afinal a experiência da vinda não foi das melhores. Preocupação que se revelou besta: o mar estava super tranqüilo, e a travessia não durou nem uma hora e meia. Nesse tempo, vagamos pelo Free Shop e comemos alguma coisa. Lógico que eu passei mal, mas nada comparado ao primeiro trajeto. Nossos últimos pounds morreram na forma de um lanche vagabundo com coca cola.

Em solo francês novamente, fizemos o que deveríamos ter feito há muito tempo: parar no Carrefour para algumas compras de elevada importância. Eu já parecia o náufrago, inimigo número um da gilete, minha barba revelava abandono e descaso em alto grau. Juzinha, que não se apraz com esse tipo de coisa, cobrou a aquisição. Mandei meia dúzia de barbeadores BIC vagabundos, um creme de barbear bozannão e um bálsamo marca Carrefour. Juzinha compensou a economia comprando dois chapéus idênticos, que supostamente se diferenciariam pela cor. Não deixei por menos: peguei patê de foie gras, baguettes, vários tipos de queijo, frutas, presunto Parma e tudo o que um sujeito fino tem direito.

Daí foi tocar pé na estrada nos cerca de duzentos e tantos quilômetros entre Calais e Paris. Parando, claro, para chocolates quentes, cafés, red bulls e o que o sono exigisse, até porque a companheira de viagem se rendeu rapidamente ao cansaço. Também não deixamos de petiscar os comprados, em especial alguns lanches prontos que são extremamente comuns nas bandas européias, coisa de quem come sem tempo. Logo as primeiras luzes da capital francesa invadiram o carro e já bateu aquela curiosidade mórbida de saber como era o hotel.

Na chegada, um susto: a reserva que fizemos não havia sido encaminhada, ou seja, não chegou à recepção. Depois de ser obrigado a acessar a net e mostrar o e-mail de confirmação, conseguimos finalmente chegar ao quarto, muito bom em se tratando de Paris. Espaçoso, cama grande, um banheiraço, janelas gigantescas, tudo o que um quatro estrelas deve ter. O aspecto ruim ficou por conta do estacionamento, situado uns cem metros de distância. Isso se compensou, porém, pela ótima vizinhança – metrô na porta, muitos estabelecimentos, restaurantes e cafés, padarias, um Carrefour encostado.

Au revoir pra quem fica, amanhã é dia de Louvre.