domingo, 8 de novembro de 2009

E o sétimo dia choveu..

Brasileiros e brasileiras, pois não é que no sétimo dia de casamento a coisa ficou feia? Não com a gente, é claro, mas com o tempo, que fechou de uma vez em Marseille. O resultado foi um dia de nenhum sol, chuva incessante que diminuía e aumentava, e a tristeza de perder o cenário da cidade francesa em dia de sol. Juzinha lamentou: Marseille foi a cidade que ela achou mais bonita até agora. A visão do Porto Velho é, realmente, de deixar pasmo. Os barcos, a água limpa, a cidade velha e bem conservada à volta toda. Só o céu cinzento estragou.

Deixamos o Íbis por volta do meio dia, após um café da manhã tardio. Aliás, café diferente dos que tomamos: não era self service, e sim um serviço único posto pelo garçom. Razoável, com croissant salgado, croissant de chocolate, um chocolate quente (ou café), um queijo emental, suco de laranja, nozes e geléia de morango. Saciados, resolvemos abandonar o plano de ir a pé e fomos para o Porto de carro mesmo, em função do aguaceiro. Lá chegando, estacionamos o carro e saímos em busca de boas fotos e lugares bonitos.

No começo foi tranqüilo, no máximo uma garoinha. Depois a coisa apertou, e Juzinha – quem não conhece Juzinha – entrou naquele famoso desespero. “Ai, meu Deus, tá chovendo!”. De tanto desespero, entrei num canto qualquer e comprei dois guarda chuvas por 42,50 euros (algo em torno de cento e poucos reais). Cinco minutos depois, os dois palermas entram na loja do time do Olim pique de Marselha, e lá o Guarda Chuva é vendido a 7,50 euros. O desespero custou setenta e poucos reais. Bom, pelo menos a moça do Guarda Chuva caro disse que eu me pareço com o Henrique Iglesias. Valeu o gasto, ahahahahahahahah!

Rodamos à vontade pelos arredores, comprando bugiganga, de blusinhas a Imãs de Geladeira, e mandando ver nas fotografias. Quando a gente cansou, paramos pra mandar dois lanches do subway pro peito e pegar a direção de Mônaco. A estrada foi tensa. Era cedo, mas a chuva forte e o cansaço judiaram, apesar de o caminho ser curto. E pedágio, meu Deus? A França é a terra do pedágio, tem um a cada duzentos metros. Arrebentamos de gastar com pedágio, e batiam oito horas quando descemos em Mônaco (não sem antes a Ju comprar um casaco no posto do Carrefour por 29 euros, que realmente foi uma pechincha pela qualidade).

Mônaco é pra fazer a gente se sentir um pé rapado – até a gente que é do Clube do Whisky, acostumado com o glamour e com a luxúria. Dá vergonha de ter nascido. Pra onde você olha, é Ferrari, Cartier, Chanel, Porsche, Hagen Dazs, Gucci e o diabo. O Cassino de Montecarlo serve pra te dar um tapa na cara, sintonizar você dentro da realidade. Tiramos muita foto, e fizemos até um pequeno vídeo pra colocar a coisa numa dimensão mais palpável. Aproveitamos pra tomar um café e um sorvete, além de brincar de Airton Senna no circuito de fórmula um e babar nos Iates gigantescos ancorados na Marina.

Em cinco minutos, chegamos ao nosso hotel, nosso pouso por hoje. Quarto espaçoso, banheiro grande, só a cama que é menorzinha que as demais. Mas a calefação compensa, a limpeza idem, só a recepção que tinha um cheiro tosco de peido, com o perdão da palavra. Saí voado, comprei uma pizza (horrorosa, elas não sabem o que é Pizza, vou trazer o Makão pra enriquecer aqui) e arranjei uma garrafa d’água (imposição da Ju). Amanhã seguimos cedo pra Piza, onde veremos a torre torta, e de lá a Roma, que eu, Celo, também não conheço. Estamos ansiosos (muito embora eu já esteja pensando em cortar caminho, a Jussara não agüenta o ritmo de mala pra lé a e pra cá).

Au revoir!