quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Veneza toma o posto

É, Veneza tomou o posto. Juzinha, que havia eleito Marseille como a cidade mais bonita em que estivera, e que depois empatou Roma na primeira colocação, agora deixa as duas para trás e crava a dulce Venezia como a líder do ranking de encantamentos. Olha, não é o tipo de cidade que faz o meu tipo em geral. Eu gosto mais de cidades cuja marca histórica supera a aparência. Não que Veneza não tenha história, longe disso, mas nada que se compare a Madrid ou Berlim. Mesmo assim, tenho de me render. A cidade é de uma beleza ímpar, negócio pra deixar romântico até quem caça javali com arame farpado.

O hotel que arrumamos, visto de fora, é simples. Quando se está no quarto, porém, a coisa muda de figura. O aposento é clássico, bem estilo imperial, com paredes revestidas em pano e arranjos florais ornamentados, cama naipe rei e móveis coloniais. Mas o que ganha o dia é a vista da janela, último andar no alto olhando para o canal. Acordar e se deparar com aquilo é um convite a ter um bom dia, em especial quando o céu continua azul e límpido que nem o caminho do Bugre na série B. Tomamos café (quer dizer, eu tomei, a Ju não agüentou levantar de novo) e, ao meio dia, deixamos o hotel para um tour pela Cittá.

Veneza não tem ruas. Você simplesmente não consegue entrar na cidade de carro. Chega até as portas (onde fica nosso hotel), no começo do Canal principal, e pára. Ali há estacionamentos públicos, e dali pra dentro é só canal e vielas. Como é delicioso andar sem carro buzinando o enchendo o saco. Até o humor da gente melhora. E você anda, cruza pontes e mais pontes, se mete no meio das travessas e passagens, pára nas centenas de comércios de pequeno porte (não há lojas grandes, eu não vi nenhuma) e curte a atmosfera de clube de férias que tem o lugar. Pelos canais, circulam Ferry Buses, Barcos Táxis e elas, as Gôndolas, símbolo maior do Veneziano. Claro que, amanhã, antes de ir embora, a gente vai fazer o passeio de gôndola.

A comida é um espetáculo a parte. As vitrines são todas cuidadosamente decoradas, e é impossível não se atrair pela obra de arte que os caras montam com doces, temperos e tudo mais. Souvenirs, Roupas, muito cristal, mas também muitas grifes famosas estão por todo canto. Controlar-se é o segredo, ou você se arrebenta com tanta coisa legal. Fomos até a Ponte Rialto, a mais famosa e que oferece a vista mais impressionante. Caminhamos até a Piazza San Marco, o principal ponto Turístico de Veneza, e vimos a festa das pombas, os músicos clássicos tocando violino e o pôr do sol na beira mar. Depois voltamos devagar comprando badulaques, tirando fotos e admirando as lojas, becos e canais estreitos.

Já por volta das sete, fomos a uma típica taberna Italiana comer Pizza. Na boa? Volto a dizer: comida é no Brasil. A Pizza deles nem se compara com a nossa. Uma Pizza da Pizza D’Oro ou da Monte Bello dá de cem a zero nas daqui. As mais apetitosas que eu vi, curiosamente, são as vendidas nas lojinhas dos árabes, que carregam no recheio e fazem pedaços gigantes, sem dó. No mais, um pouco de molho, uma massa fina, um pouco de mussarela, dois ou três pedaços que queijo ou presunto e só. Eles são muito, muito limitados com rango. Mas a taberna era muito massa e foi gostoso ouvir a Italianada falando alto e gesticulando (comentário da Ju: “parece almoço de domingo em casa”), típico clima da Bota.

Amanhã andamos de Gôndola e vazamos, ainda para solo Italiano, mas agora Milanês. Parada rápida, só pra mostrar o Duomo, a Galleria Vitório Emmanuelle e o Castelo Sforzesco pra Juzinha, além de tomar um gellato e admirar as lojas de alta costura e marcas mundiais. Depois, vamos nos arrebentar de chocolate em Zurique, e, quem sabe, brincar na neve.

Ciao Bello!