segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Roma é do cacete!!!

O título diz tudo. Roma é uma cidade espetacular, em todos os sentidos. Desde a loucura dos carros que circulam como doidos por ruas sem grande sinalização, em meio a pedestres e lambretas, até os cenários insanos formados por ruínas com mais de dois milênios de idade. Eu, que não conhecia a capital Italiana, apenas lamentei por não a ter incluído nos roteiros anteriores que fiz por aqui. Infelizmente, temos só dois míseros dias para explorar esse mundo de coisas que é a metrópole Romana. Paciência, façamos o que for possível.

O relógio despertou às oito da matina. A gente havia acabado de adormecer, e a Ju simplesmente não aguentou se levantar pro café. Eu, pensando na dor do dinheiro perdido, fui. Café nota 5,5 a 6, com queijo, presunto, dois tipos de pães (secos, frios e duros), uns três tipos de geléia, manteiga, refresco de abacaxi, café, capuccino e chocolate quente, além de cereal. Sem fruta nenhuma. Comi, enfiei muita coisa no bolso (eu tina certeza que a Ju ia querer algo quando acordasse) e voltei aos braços de morfeu. Acordamos os dois às onze, e depois da arrumação costumeira, iniciamos o passeio.

A idéia inicial era ir de ônibus e metrô. A Ju recusou. O tempo estava nublado, porém com sol. Mesmo assim, Juzinha bate o pé pra ir de carro. Contando com São GPS, fomos, e não tive dificuldade em chegar ao centro histórico, onde se situam os Forums, o Coliseu, o Mercado e a maioria das atrações turísticas. Arrumei um canto pra estacionar (ô coisa ruim que é esacionar na Europa, mesmo um carrinho pequeno como o nosso), paguei a tarifa do parquímetro e saímos na pernada, contornando o Foro, curtindo o cenário de filme do Ben Hur e imaginando o que foi aquilo há milhares e milhares de anos. Os pilares gigantescos, as estruturas faraônicas, tudo impressiona pela quantidade de detalhes, perfeição estática e tamanho. O senso de preservação é incrível, os caras guardam cada pedrinha, nada com valor histórico é descartado. O dedo doeu de tanto fotografar.

Caminhamos para o Coliseu, decididos a começar o tour por ali. Dar de cara com o Coliseu é aquela história que eu contei em um post anterior: "Pô cara, que emoção te conhecer, você não sabe o quanto eu já te vi nessa vida!" Você nunca esteve ali, mas a impressão é a de que já esteve muitas e muitas vezes. E a construção é mesmo o bicho da cara preta, com seus túneis, seus subterrâneos, a amurada sem fim de onde desciam as arquibancadas, os arcos que circundam o prédio e mantém a estrutura. Chuva. Isso não nos impediu de tirar umas cinquenta fotografias, de todo os tipos e ângulos possíveis. Animal demais.

Na vlta tentamos entrar no Foro Romano, mas não era possível em função do horário. Sem problema, tudo é perfeitamente visível e fotografável das dezenas de mirantes bem posicionados. A Praça do Campidoglio, de autoria do próprio Michelângelo, é outro barato, assim como a Piazza Venezia, um monumento ao rei Vitorio Emmanuele. Paramos para a tradicional compra de souvenirs e aproveitamos pra bater papo com a caricatíssima senhora Italiana dona da loja, muito estilo avó da gente. Compramos uma penca de quinquilharia, que aqui é bem mais barata do que no resto da Europa (desde imã de geladeira a bonequinho de soldado romano). E a chuva não parou (ou parou, mas voltou, e parou, e voltou...).

Cinco horas de andanças, cansados e com frio, pegamos o carro e fomos conhecer a Fontana di Trevi, aquela fonte onde a Italianada comemora os seus êxitos e curte o calor do verão. Lotada, abarrotada de turistas. Lojas de souvenir por todos os lados, restaurantes, gente conversando em mil línguas diferentes, tirando foto e passeando. Também caprichamos no click, e Juzinha ficou gatíssima na iluminada fonte de águas cristalinas. Mais uma parada de compra de porcarias e um rango rápido no Mc Donalds (juro por Deus, amanhã como Pizza rústica), para retornar ao Hotel, saber as notícias do Brasil (advogado é isso) e descansar.

Amanhã conheceremos o Vaticano, outra atração que me tira o sono de ansiedade. Será que dessa vez conseguiremos acordar cedo? A Ju tá falando em dormir. e são só meia noite e meia. Depois, mais seiscentos quilômetros de estrada até Veneza (putz, preciso dormir MESMO, pois só eu sei a bucha que é ficar cansado em volante). Tem muito passeio pela frente ainda.

Beijos e abraços!