sexta-feira, 6 de novembro de 2009

"Tô passando fooomeeee"

Fim de papo em Madrid. Na manhã ensolarada deste dia 05 de novembro, Celo e Juzinha, o casal Boni e Clide mais chique de Dois Córgo, partiu para a doce e bela Barcelona, terra do povo orgulhoso que não se acha espanhol e das belezas muitas descobertas depois da Olimpíada de 1992. Mais de seiscentos quilômetros de estrada boa e praticamente sem pedágio, lotada de vilarejos nos arredores, todos com cara de terem mais idade do que o próprio Brasil. Acordamos tarde, pra variar, tomamos café, fizemos o check out do Hotel e pau na máquina. Logo, depois de uma canseirinha besta do GPS (que se atrapalhou com umas obras), estávamos pista afora, admirando os enormes cataventos de produção de energia eólica (é, energia de vento) que parecem aquelas estações de ET do Arquivo X.

A viagem foi gostosa. Andamos devagar, parando em postos para comer e para a Juzinha sem bexiga usar o banheiro (já não me bastavam amigos que cagam a cada dez minutos, fui arrumar uma esposa que faz xixi a cada cinco. Se bem que disso eu já sabia faz tempo). Revivi minha primeira viagem européia (Wago e Beto, vi a entrada do Monastério do Poblet, lembram?) e, pasmem, pela primeira vez acertei o uso do pedágio em terra euopéia (é uma desgraça de confuso, você tira um ticket num lugar e paga no final, mas sempre erra a cabine em que se paga com dinheiro). Batiam 19h30 horário local quando aportamos na jóia catalã, dando de cara com um trânsito dos infernos, naipe Sampa em dia normal.

O Hotel é muito bom. Na verdade, um Apart Hotel, com sala/cozinha, banheiro e quarto. Uns 25 a 30 metros quadrados, bem funional. O cara da recepção foi super gente boa, deu uma baita força ajudando no possível. Estacionamento barato e garantido até as sete horas da tarde do dia seguinte, zona tranquila mas com pequeno comércio, perto do metrô. Tudo o que a gente podia esperar de bom! Mas a Juzinha desesperou: "Tô passando foooomeeeeee". Começou a reclamar, e o jeito foi buscar algo - afinal, de lanche ninguém consegue viver.

Em princípio cogitamos um restaurantinho recomendado pelo amgo recepcionista. O preço e a falta de educação dos empregados (que nos disseram secamente: só abre as nove) nps desmotivaram. Juzinha continuava impaciente, afirmando que iria morrer de pressão baixa. Sugeri fazer o rango. A idéia foi inicialmente vista com desconfiança e pouco agrado, mas, sem alternativas, a Dona cedeu. Corri num mercadinho próximo e, com trinta Euros (muito menos do que os sessenta que gastaríamos no tal restaurante), fiz a compra do século - jantar e muita coisa pra levar nas próximas viagens.

Cardápio: Arroz, Hamburguer puro de Vaca, queijos variados (Emental, Gorgonzola, Parmesão, Curado e Semi Curado, o escambau), o melhor Jamón que encontrei, salamaria, salada de folhas diversas e Cava Codorníu (espumante espanhol, seus pobres, coisa de Clube do Whisky). Tudo feito em azeite puro português (é pra você, Tony). O resto foi lindt (chocolate), coca cola, toddynho, água, apetrechos de viagem do dia seguinte. O jantar foi estouro. Comemos de nos fartar, e sobrou demais. A Ju queria ficar só pra poder comer no dia seguinte. Eu sou chefe de cozinha muito poderoso. Com a presentada que ganhei, vou me tornar algo tipo aquele Inglês que aparece na TV a cabo.

Hora do sono. Amanhã, dia cheio pra conhecer Barcelona, comprar presentes e, depois, seguir o barco pra Marselha. Vamos a três lugares: La Rambla e suas atrações de entorno, o Campo do Barça e a Sagrada Famiglia. O resto a gente vê daqui há dois anos (promessa é voltar de biênio em biênio, os amigos casados que quiserem estão convidados, os solteiros só se arrumarem coisa fixa). E deixa eu deitar logo que senão fico sem travesseiro.

Inté!