Socorro! Pessoal, eu errei de pessoa! Ao invés de trazer minha esposa, acabei trazendo a vó Thereza, ou a vó Amélia, ou a vó Elza! Não, porque o tanto que a Juiznha aguenta andar, ou tá faltando vitamina, ou ela é uma das avós em pele de menina. Saímos do hotel às 11h45 (claro que acordamos tarde, osso corpo não acostuma, não adianta), e não era duas da tarde quando a Jucicleide começou a reclamar de cansaço. O jeito foi encher ela de compras (engraçado que, quando tá comprando, ela esquece da canseira na hora) e usar ao máximo o tempo pra girar pelos principais pontos de Barça.
Começamos pela Plaza Catalunya, lotada de pombos e às margens da qual se situam o Hard Rock Café (Clube do Whisky, marca registrada) e o Banco Espanyol. Juzinha ligou pro chefe dela no Itaú, pediu demissão e já arrumou trampo por aqui. Mentira, disse que não trocaria o Itaú por nada. O que vocês fizeram com ela, hein seus desalmados? Roubaram-lhe a alma? Bom, sessão de fotos finita, descemos pela famosa La Rambla, admirando os muitos artistas de rua, os centenas de ambulantes, as bancas de todo tipo de coisa (até de bichos) e cuidando da bolsa (aqui tem muito baitedor de carteira, o negócio é ficar esperto). Depois de paradas para souvenirs, batatinha de Mc Donalds e fotos e mais fotos, batemos no mirante de Cristóvão Colombo, ao fim da rua e aos pés do mar, um cenário que só quem já viu ao vivo pode dar conta.
Voltamos pelo mesmo lugar e, de metrô, tomamos o rumo do Estádio do Barça. Eu, como todo torcedor do mundo, souadepto de um clube grande e simpatizo com um pequeno. O Barça é o de minha simpatia. Almoçamos na lanchonete exclusiva que fica dentro das deendências do Nou Camp e fizemos a tradicional visita à lojinha dos azuis grenás. Fotos e um boné comprado, só pra não passar em branco. Se o Guarani acabar antes de o meu filho nascer, eu deixo ele simpatizar com o Barcelona. Afinal, Deco e Sonny Anderson são Bugrão puro.
A parada final foi na fantástica Igreja da Sagrada Famiglia, o cartão postal máximo da cidade. Nõ canso de dizer: parece igreja feita de pinguinho de barro nipe castelinha de praia. Os detalhes impressionam, a altura idem. Até a Jurema ficou boquaberta, e, pra comemorar, resolveu fazer uma segunda escala de comprinhas de brinde (não se animem, ela só compra pra ela própria). Depois, ficou pensando se valia a pena gastar com o tour de entrada. Decidimos que era tarde, passava das seis, e resolvemos partir. Um problema no metrô ainda nos custou uma bela camelada até o hotel, algo em torno de um quilômetro e meio. Juzinha reclamou mais que aleijado fugindo de cachorro bravo.
Carro em mãos, estrada de novo, agora para Marselha. Cara, nunca mais reclamo do PSDB. Nunca vi tanto pedágio! Acho que gastamos uns 70 euros só nesse trecho de cerca de quatrocentos e poucos km. Muito chocolate quente pra segurar o rojão e cá chegamos quando os sinos badalavam a uma da matina, depois de certa dificuldade em achar o hotel. Ibis. Sinônimo de quarto limpo, mas pequeno demais, malemá cabemos os dois com as malas. Também, e daí?
Amanhã queremos ver se é verdade que a estação de trens de Marselha é mesmo igual a de Dois Córgo. Se for mentira, vamos desmascarar na rádio.
Oh, la France!