Amigos e amigas, povo do meu Brasil. Celo e Juzinha finalmente casados. E depois da grande festa nível loucura total que foi o casório (esperamos que tenham gostado!), curtimos um bom dia de descanso na gloriosa cidade de Jaú para, então, começar a odisséia da Lua de Mel. Odisséia mesmo: afinal, serão muitas e muitas cidades no roteiro, nos mais diversos países do Velho Continente. Deixamos Dois Corguinho na terça pela manhã e partimos rumo ao desconhecido (bom, pra Ju ainda era o desconhecido), nos braço do vôo TAP 198 com destino a Madrid.
O vôo em si foi tranquilo. A TAP tá bem melhor das pernas do que da primeira vez em que o Celo veio. Agora, tem telina LCD pra assistir filme e jogar videogame. A comida também estava muito boa. Assistimos uma penca de filmes, tomamos vinho e só demos uma tremida quando, por volta das 23h30, bem perto de onde caiu o tal do Air France, o avião começou a tremer que nem vara verde. Claro que não iria acontecer nada, quem tem Dona Ana, Dona Neusa, Vó Elza, Vó Thereza e Vó Amélia orando não cai nem se o bruto quebrar a asa. A tremedeira parou, e tudo o que restou foi o cansaço de uma viagem de mais de doze horas, além da irritação com o menininho muito chato do Banco da frente (maldito moleque, desse jeito a Ju nunca vai querer ter filho).
Chegamos a Lisboa por volta das seis da manhã (horário local) e já fomos encaminhados para o vôo de conexão a Madrid. Não tivemos problema nenhum na Imigração, ao contrário de muitas pessoas que foram obrigadas a mostrar até a cueca. O segundo vôo foi ainda mais tranquilo, sem sustos, e por volta das 9h30 chegamos à capital espanhola, nosso primeiro pono de visita. Alívio, necessidade de banho (a Ju, Betinho, a Ju), necessidade de sono, tudo às mil maravilhas. Bom, quase tudo...
Pra variar, se tem Celo no rolo, tem dor de cabeça. Depois de meia hora esperando, descobrimos que nossas malas haviam se extraviado. Juzinha entrou em pânico. Celo, acostumado com esse tipo de episódio (fala aí, Wago), tranquilizou. Os dois efetuaram a Reclamação e, sem alternativa (a não ser esperar), foram buscar o carro alugado. Carrinho pequeno, um Peugeot 107, minúsculo (ainda bem que a mala da Ju sofreu pequeno esvaziamento), mas suficiente para nós dois e, acima de tudo, econômico. GPS ligado (valeu Carne, deu certo), em dez minutos chegamos ao hotel - uma e meia da tarde, pra ser preciso.
O hotel é muito bom, um quatro estrelas com boa cozinha e em vizinhança bastante tranquila, a quinhentos metros de uma estação do metrô. Esgotados, dormimos o sono dos justos (nem a situação das malas impediu a Ju de desmaiar). Acordamos por volta das sete e meia, e o Celo foi comprar umas coisinhas de primeira necessidade (pão, queijo, presunto, desodorante e escova de dente). Depois, ficamos descansando por aqui até por volta das 23h30, quando resolvemos ir dar uma volta pelos arredores. Ah, as malas apareceram às 20h30, graças a Deus (bom, exceto o tripé, que foi despachado em separado e ainda se encontra sumido).
No fuso do Brasil, não conseguimos dormir até as 3h30 da manhã. Rodamos muito, voltamos ao quarto, assistimos TV e mais cama. Amanhã é dia longo, dia de conhecer essa coisa espetacular que é Madrid, dia do Celo realizar um grande sonho, que era estar aqui com a Juzinha.
Besos a todos!